A cultura samurai sempre aguçou a curiosidades do mundo ocidental. Mesmo depois de não existir mais como na era feudal japonesa esta cultura mantém-se latente no inconsciente coletivo de muitas pessoas. E digo mais; esta latente não apenas no inconsciente dos japoneses ou pessoas que são descendentes dos mesmos, mas de muitos que não possuem raízes alguma com a terra do sol nascente (Japão).
Por que este fascínio?
Por que esta busca em conhecer algo que geograficamente não nos diz respeito?
Por que no meio de tantas ordens guerreiras que passaram pela terra esta é a que mais nos atrai?
O que realmente diferencia os samurais dos outros guerreiros?
A resposta a tantas perguntas pode ser enumerada, mas acho que podemos diminuir esta lista com algumas poucas diferenças que realmente marcaram os samurais. São elas o espírito de fidelidade sem igual e a busca constante de se aperfeiçoar por inteiro. A fidelidade do samurai para com seu Daimyo (senhor) era algo sem igual. Todos os samurais davam a vida para cumprir seu dever, não temiam a morte, e também pudera, tinham como seu principal lema ao nascer do dia que este “é um belo dia para se morrer”. Imaginem como deve ser difícil combater um guerreiro deste que coloca o ideal na frente da própria vida.
Os samurais não gostavam de fazer promessas, pois, se dessem sua palavra teriam que cumprir.
Existem várias histórias sobre a fidelidade dos samurais, mas, a mais interessante é a dos 47 Ronins. Diz a história que estes guerreiros serviam a um Daimyo que foi assassinado e assim eles esperaram um bom tempo para depois vingar a morte de seu senhor. Aí está uma história interessante que vale a pena pesquisar mais.
A fidelidade sempre foi algo forte na cultura destes nobres homens que nos faz admirá-los muito, mas como já disse, tem outro ponto que destaca e que às vezes não prestamos atenção nele conscientemente. A busca pela perfeição seja nas artes da guerra como no cultivo do espírito, é realmente sem igual. Eles deveriam ser letrados, conhecer normas de cortesia e estar sempre polindo o Espírito. Controlar a mente, o corpo, a energia, era a meta de todos que seguiam a trilha do samurai.
Na filosofia Katápi esta é nossa meta e buscamo-la principalmente trabalhando os cinco elementos.
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