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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Admiração aos samurais

Existe em todas as áreas e principalmente entre os praticantes de artes marciais e meio empresarial, uma admiração enorme por está cultura.

A cultura samurai passou pela terra e deixou seu legado de valor que creio sempre será lembrada por muitos e muitos anos. Muitos tentam se afirmar como samurais modernos e procuram imitar as posturas que descobrem em livros e filmes. Eu mesmo sou fã dos clássicos filmes de Akira kurossaura. Nas academias o espírito dos samurais está sempre presente no inconsciente coletivo.

Muitos chegam aperceber que não se pode viver aquele ideal. Tudo é muito vago. Nas academias não se passa o que realmente foram os samurais. Muitos professores, não por culpa deles, não sabem passar o que é uma cultura samurai. Está cultura não se baseia apenas em treinos de armas e lutas. Pensar que ser samurai é ter um conjunto de técnicas é desprezar seu maior legado. Legado este que consiste no domínio dos quatro elementos, ou seja, dominar e comandar seu corpo físico, energético, emocional e mental, enfim ser um homem completo.

Tudo que já passou pela face deste planeta deixa sua essência no plano astral e, portanto pode ser resgatada e adaptada pra o momento presente. As formas podem mudar, os locais pode ser outros, mas no seu intimo as culturas de valor podem se incorporar de novo e as vezes até mais forte se comungarem com outras de igual tamanho.

Nossa pretensão com Katápi é fazer este elo e trazer as essências destas culturas fortes e de valor. Se faltava algo para os novos samurais que às vezes sentiam órfão e não tinham um espaço para serem com plenitude o que são agora tem. Se faltava algum complemento aos treinos marciais para a formação de um samurai na integra, Katápi veio preencher este vazio. Aos homens de negócios que admiram a postura destes guerreiros, poderão ter uma base filosófica; ampla, prática e simples para indicar o caminho da vitória agindo com justiça. Aquele que admitirão esta cultura, mas não são praticantes de artes marciais e nem são homens de negócios terão em katápi uma filosofia de qualificação constante para ajudá-los na vida interior e no mundo que os rodeia. Praticando esta filosofia teremos uma cultura que construirá homens melhores e práticos para o dia a dia que nos apresenta, seremos os novos samurais em um novo mundo.

A Grande Façanha

Os samurais eram educados a ter como objetivos a realização da grande façanha.

A grande façanha é a realização de um sonho, é a concretização de uma visão. Os treinos físicos e de controle mental são metas para se chegar aos objetivos. Sem qualificação não se chega a ser senhor de seu destino. É preciso ter sonhos e trabalhar para realizá-los.

Qualificação diz respeito a conhecer os quatro elementos e dominá-los, é chegar ao centro, como diz na bíblia ser senhor da cidade de nove portas.

Conhecendo os quatro elementos, saberemos quais são as nossas competências e nossa vocação. Nossos sonhos devem ser criados em cima de nossa vocação. A grande façanha não é externa, mas interna. Trabalhar e dominar os elementos que sempre nos conduzem para onde querem e faz-nos de escravos de seus desejos e cala nossa vontade.

Vivemos em um mundo mutável. Tudo muda. A única coisa constante é a mudança. No mundo de hoje esta mudança esta ainda mais aguçada. A rapidez como tudo se desfaz e se recria é numa velocidade sem igual. A globalização, a internet, a tecnologia destroem estruturas num piscar de olhos e cria novas estruturas também em um piscar de olhos.

Uma pessoa qualificada, dominadora dos quatro elementos está preparada para atuar em qualquer cenário que o mundo oferece, e vou além está preparada pra criar cenários até então inexistente. Os sonhos e a grande façanha não deve ser uma coisa estática projetada no futuro, pois tudo muda. Não temos certeza se este sonho estará do jeito que projetamos, pois o futuro é incerto.

A grande façanha deve ser a realização de sua vocação, esta é a mesma hoje e será a mesma amanhã. Como está vocação vai se manifestar é imprevisível. A forma não se pode prever, pois nosso mundo é dinâmico, mas a essência desta manifestação se pode prever.

Para descobrir a vocação é preciso ter tato, bom senso, autoconhecimento, dominar a si mesmo.

Quando o ensinamento desta filosofia for aplicado desde cedo nas pessoas, muitos erros serão evitados e teremos pessoas com mais auto-estima e satisfeitas com elas mesmas.

domingo, 17 de outubro de 2010

cinco elementos

Conhecer os cinco elementos pode ser descrito como, conhecer a si mesmo e ao inimigo. Como diz no livro Sun Tzu, ”aquele que conhece a si e ao inimigo tem a batalha ganha”.
Conhecer a si mesmo é saber como você atua em determinadas situações, Saber quais são seus pontos fortes e pontos fracos.
Conhecer a si mesmo é a arma que todos têm para aumentar suas potencialidades e diminuir suas fraquezas.
Muitas pessoas não sabem qual sua reação em determinadas situações da vida, isto as deixa vulneráveis diante das batalhas que travamos todos os dias.
Conhecer o inimigo é saber como ele reage, quais os golpes fatais em que ele é mestre.
Num torneio de vale tudo, hoje chamado de MMA (mixed martial arts) quando um lutador tem uma luta marcada contra um adversário desconhecido, a primeira atitude a fazer é estudar seu oponente. Qual o estilo principal deste lutador? Sabemos que é um mistura de artes marciais, mas todo lutador tem um estilo predominante de lutar. Sabendo qual seu estilo base, saberemos para onde ele tenderá a levar o combate. Conhecendo seu golpe principal poderemos evitá-lo e levar a luta para o nosso campo de combate, onde sabemos que as nossas possibilidades de vitória são maiores. Lembro-me aqui do lutador brasileiro Marcos Ruas que dizia assim, “se ele agarra, eu bato, se ele chuta e soca eu agarro”.  Ele procurava conhecer o adversário e saber qual seu estilo e perigo que podia sofre.
Em nossa filosofia, conhecer a si mesmo e ao inimigo é conhecer os cinco elementos.
Como disse Buda: “O importante não é vencer mil homens, mas a si mesmo”. Si mesmo aqui na filosofia Katápi são os cinco elemento que ao mesmo tempo corresponde ao inimigo.

Origem da palavra Katápi

A palavra Katápi que dá nome a filosofia é a união de katana e pincel. Nestes instrumentos está a parte prática de nossa filosofia. Sabemos que os samurais tinham estes princípios como guia de sua trajetória. Deveriam se aperfeiçoar como guerreiros e serem sensíveis como um artista. Nossa filosofia incentivará e ensinará aos seus praticantes a serem inteiros e atuantes na sociedade. Se compararmos os homens com as plantas, podemos dizer que a filosofia katápi ensinará aos homens como a florescer.

Dentro de nossa filosofia a parte referente à katana e ao pincel (Katápi) é a parte mais prática baseada nos conhecimentos de si mesmo e do universo.
A katana e o pincel são símbolos que dizem mais do que realmente aparentam. Aqui está inserido o principio da dualidade que são:
 
  -Katana e o Pincel
  - o racional e o emocional
  - o solve e o coagula
  -esquerdo e o direito
  - a ação e o repouso
  - o consciente e o inconsciente
  -disciplina e a liberdade
  -a prática e instrução
  - o yang e o yin

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

segurança

Quanto às artes marciais, tenho que falar que é um meio, útil e eficaz para atingir a disciplina, trabalhar a vontade, vencer o medo, dominar o corpo, entre tantas outras Vantagens.
Treinar uma arte marcial é importantíssimo nesta época em que vivemos. Caminhamos para uma Idade Media Contemporânea, é ate engraçado, mas é isto mesmo, estamos com uma Idade Media batendo a porta e só não vê quem não quer.
 A violência ficou uma coisa, assim, banal. A vida já não tem valor na cabeça de muitas pessoas. Saber se defender e defender seus entes queridos é um dever. Não confiamos apenas no Estado, este já deu mostras que não consegue cumprir com seu dever.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Elemento Terra

Há pouco fui indagado por uma pessoa se para utilizar a filosofia katápi é preciso ser um praticante de artes marcial. A resposta foi não. Pra ser um Katápi, não é necessário ser um artista marcial.
Talvez a duvida surja na cabeça de muitos outros por associar a origem do nome com esta necessidade.
Nossa filosofia pode e deve ser adotada por qualquer pessoa que queira de verdade fazer uma mudança em sua vida. Nossa missão é em transforma homens de chumbo em homens de ouro. Quando falamos homens estamos falando em nós mesmos, os seguidores desta filosofia.
Dentro de nossos estudos, treinar artes marcial esta relacionado com os aspectos do elemento Terra. Dominar este elemento é uma de nossas metas e os treinos de qualquer arte marcial ajudam bastante nesta tarefa.
Apenas artes marciais ajudam a dominar o elemento Terra?
A resposta é não. São muitos os meios usados e varia de pessoa pra pessoa qual o melhor método. Dentro das técnicas katápi existem meios diferentes para vencermos o elemento Terra e os outros. Aqueles que não se adaptam a uma arte marcial não são obrigados a fazer uma. Diz um ditado que “não existe diferença entre um samurai e um monge”, estes são caminhos diferentes que se comungam em sua chegada.

Admiração pela cultura Samurai

A cultura samurai sempre aguçou a curiosidades do mundo ocidental. Mesmo depois de não existir mais como na era feudal japonesa esta cultura mantém-se latente no inconsciente coletivo de muitas pessoas. E digo mais; esta latente não apenas no inconsciente dos japoneses ou pessoas que são descendentes dos mesmos, mas de muitos que não possuem raízes alguma com a terra do sol nascente (Japão).
Por que este fascínio?
Por que esta busca em conhecer algo que geograficamente não nos diz respeito?
Por que no meio de tantas ordens guerreiras que passaram pela terra esta é a que mais nos atrai?
O que realmente diferencia os samurais dos outros guerreiros?
A resposta a tantas perguntas pode ser enumerada, mas acho que podemos diminuir esta lista com algumas poucas diferenças que realmente marcaram os samurais. São elas o espírito de fidelidade sem igual e a busca constante de se aperfeiçoar por inteiro. A fidelidade do samurai para com seu Daimyo (senhor) era algo sem igual. Todos os samurais davam a vida para cumprir seu dever, não temiam a morte, e também pudera, tinham como seu principal lema ao nascer do dia que este “é um belo dia para se morrer”. Imaginem como deve ser difícil combater um guerreiro deste que coloca o ideal na frente da própria vida.
Os samurais não gostavam de fazer promessas, pois, se dessem sua palavra teriam que cumprir.
Existem várias histórias sobre a fidelidade dos samurais, mas, a mais interessante é a dos 47 Ronins. Diz a história que estes guerreiros serviam a um Daimyo que foi assassinado e assim eles esperaram um bom tempo para depois vingar a morte de seu senhor. Aí está uma história interessante que vale a pena pesquisar mais.
A fidelidade sempre foi algo forte na cultura destes nobres homens que nos faz admirá-los muito, mas como já disse, tem outro ponto que destaca e que às vezes não prestamos atenção nele conscientemente. A busca pela perfeição seja nas artes da guerra como no cultivo do espírito, é realmente sem igual. Eles deveriam ser letrados, conhecer normas de cortesia e estar sempre polindo o Espírito. Controlar a mente, o corpo, a energia, era a meta de todos que seguiam a trilha do samurai.
Na filosofia Katápi esta é nossa meta e buscamo-la principalmente trabalhando os cinco elementos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Oração de um Samurai

Oração de um Samurai
Fazei-me senhor ser sempre forte.
Capaz de vencer a própria morte.

Nesta curta vida agir com bravura.
Viver honestamente seguindo a razão,
Lutar pela liberdade não pela ditadura.

Agradeço-te tudo, principalmente as derrotas,
Que fez forjar o meu caráter no tormento
De dias tristes que tu varreste com o vento,
Sobrando apenas lembranças frias mortas.

Que minha honra vá comigo na cintura,
Defendendo de qualquer maldade meu coração.
Ser-te-ei sempre fiel mesmo na tortura.

Não temerei nas batalhas da vida algum corte,
Saiba o mundo tenho-te como amuleto de sorte.
                        (Nauru Mendes Martins)